Quero primeiro deixar claro que faço isso por MIM e por mais ninguém.
Sei que a primeira impressão é sempre a que fica e com certeza muitas pessoas tiveram uma impressão erradíssima a meu respeito e vou tentar apagar isso. Claro que eu não vou conseguir, mas eu posso falar que eu tentei. E daí que não significa nada para vocês, já falei que faço isso por mim porque o “fardo” é meu e eu quero despejar e pronto.
Vomito agora.
Sim, estou voltando ao assunto Campus Party e a suposta briga com um jornalista.
Lendo este texto da Nospheratt sobre “Conflitos na Blogosfera” percebi novamente o quanto fui errada nas minhas respostas à este artigo do Estadão.
Se eu tivesse lido com um pouco mais de atenção e se tivesse notado que o autor do mesmo cometeu um erro, com certeza por falta de esclarecimento, poderia apenastê-lo corrigo e pronto, acabou. Mas, imaturidade minha e admito isso também, resolvi criar uma guerra sem sentido que virou circo.
Fui idiota SIM, não me arrependo de absolutamente nada do que eu fiz, admito meus erros e admito que gostaria de ter feito algumas coisas de um jeito diferente, e mesmo sabendo que não dá prá voltar atrás, espero apenas que o jornalista em questão me desculpe pela palhaçada infantil da minha parte.
Lucas Pretti é um jornalista do Estadão e conduz o excelente “Cubo Mágico“, não me deve nem nunca deveu satisfações sobre o que escreveu ou deixou de escrever, EU deveria ter deixado as regras do Tattoo Party mais claras pois o mesmo equívoco dele poderia ser cometido por qualquer um. Eu admito meu erro e me desculpo e me desarmo.
E fim, assunto encerrado, assunto enterrado e ornamentado com placa de mármore, fiz papel de ridícula, não me arrependo porque foi engraçado, mas faria diferente SIM. Se o “afetado” em questão aceitar bombons como desculpas favor avisar.
Pior que errar é insistir no erro, porque vira burrice e eu fui burra. Faço isso porque quero redimir-me da “cagada”, pronto, falei.
E fim, já falei que o circo fechou.
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Amanhã voltaremos com a programação normal. Ah, e hoje estou num bom humor sem fim desde cedo, por isso resolvi escrever isso, deixei o orgulho de lado e pronto, tô me sentindo até mais leve.
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Beijo ![]()
Quando sentei a bunda a primeira vez na frente de um computador devia ter uns 09 anos e foi um saco para a “tia” da escola me tirar de lá. Foi fascínio por ele todo, por como eu apertava o botão e a letra aparecia na tela, por como eu mexia o mouse e ele mexia na tela e oh! Havia uma tela. Isso no ano de 1997. Mal sabia eu que tinha gente que vivia daquilo e pessoas que se conectavam com aquilo, mas eu era uma criança e dane-se, eu queria ver era aquilo funcionando! E haja genialidade infantil, que me falta agora, peguei uns papelões em casa e reproduzi um computador. Foi fascínio, já disse!
Decidi que queria viver daquilo. Em 2000/2001 eu já entrava em salas de bate-papo e começava a visitar blogs, procurava notícias e achava tudo mais fácil ali na máquina. Em 2003 fui fazer um curso técnico em informática, junto com o colegial, ênfase em Processamento de Dados, LINDO! Eu sabia como o computador funcionava, eu entendia o porquê do computador funcionar e ainda programava pro computador facilitar a minha vida… Fascínio!
E em 2003 eu criei um blog que eu não vou passar o endereço prá ninguém. Na época, a moda era o Blig, todo mundo tinha um blog no Blig e todo mundo tinha o endereço de todo mundo e fuçava na vida alheia descaradamente. Um ano depois veio o Orkut e facilitou muito para essas pessoas preocupadas em saber da vida das outras… E nesse mesmo ano em que eu já era totalmente familiarizada com o computador, eu fiquei abismada ao presenciar uma cena e, chocada, me emocionei: eu estava diante do futuro.
Foi assim: morava no litoral ainda e meu bairro é periferia total, bem pobrezinho, as pessoas são bem carentes, mas todo mundo (ou quase) se ajuda. Minha irmã era diretora da escola que tem aqui, escola estadual, sem verba. Veio uma verba do Governo Federal para a compra de 10 computadores para a escola, montando assim uma Sala Multimídia. E lá foi a minha irmã atrás de orçamento e tudo o mais, conseguiu os 10 computadores com a “verbinha” mandada e me chamou prá dar uma olhada na instalação.
Quando cheguei, tinha uma montueira de crianças na porta. Fui pedindo licença e tirando um e outro da minha frente e um molequinho, carequinha, bonitinho até, uns 11 anos: “Tia, que que é isso?!”
Ele nunca tinha visto um computador na vida. Não só ele, a maioria daquelas crianças. Sentar na frente de um computador, tocar no mouse e no teclado, clicar, conectar, chat, blog, nada disso significava nada prá ele, mas ele estava na frente de um computador. É o futuro!
Experiência parecida eu tive quando cumpri estágio (no ano de 2004) no INFOCOM, a Informática da Comunidade, que oferecia aulas gratuitas de informática com certificado para crianças da rede pública de ensino. O fascínio era instantâneo, não de todos, alguns já haviam frequentado Lan Houses e etc, mas a grande maioria nem dinheiro para isso tinha, então o primeiro contato foi ali.
Quando eu sentei a primeira vez na frente de um computador, mal imaginava que já haviam milhões de pessoas conectadas. Eu fiquei fascinada, mas muitas já haviam perdido o fascínio.
Por que eu estou falando tudo isso?
Porque assim como tinha esquecido muitos dos meus ideais com o blog, ideais pessoais que fique claro, tinha esquecido o fascínio que eu tenho pelas máquinas. Tinha esquecido como é lindo alguém que nunca sentou na frente de um computador, dia mais dia menos, criar um e-mail. Tinha esquecido como foi com a minha mãe, que com 61 anos de idade tinha um blog e adorava lista de discussões e mandava e-mails o dia todo e eu achava lindo a “minha velhinha” tão moderna e não dá prá não me emocionar lembrando disso.
Falei e contei tudo isso prá lembrar prá um monte de gente que estamos vivendo o futuro da minha mãe e estamos construindo o futuro dos nossos filhos. Somos cidadãos e hoje, mais do que nunca, estamos ligados, porque a internet proporciona isso. Falta educação dentro da internet, que não é só orkut nem só blogs, mas é muito mais. É VOZ.
Em 1984 acabou a Ditadura Militar no Brasil e com ela a censura. EU POSSO DIZER O QUE EU QUISER PORQUE EU ESTOU NUM PAÍS LIVRE. E tem beleza maior que essa, existe coisa mais linda que LIBERDADE?
Prá mim não.
E a internet está sendo a minha voz agora. É a voz do futuro e é a liberdade. Eu posso usar a internet prá mudar alguma coisa na vida das pessoas ou prá mudar na minha, mas eu uso a internet prá me informar e prá tentar mostrar para as pessoas como eu penso, o que eu sonho, o que eu quero e o que eu acho certo. Eu quero um mundo justo, eu quero liberdade, eu quero comunicação, quero estar em todos os cantos do globo ao mesmo tempo e dá prá fazer isso, porque eu estou conectada.
Campus Party me lembrou tudo isso também. A melhor palestra do Campus Party, que muitos ignoraram e eu não, que me lembrou do meu fascínio e no de muita gente.
Marcelo Estraviz e Hernani Dimantas. Criadores do conceito de Linkania, que é muito mais que isso tudo que eu falei. É a desterritorialização da cidadania, é a VOZ, a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, é pode falar, conectar e LINKAR.
Creio que LINKAR é o verbo do futuro. Do amanhã. Eu linko, tu linkas, ele linka, nós linkamos, vós linkais, eles linkam. É fugir dessa maldita regra gramatical e linkar. Não tem a ver com acessos, mas tem a ver com LIGAÇÃO. Linkar é ligar.
Como disse o Marcelo Estraviz:
“Então linkania é isso. É a cidadania sem cidades. É desterritorializado. A ação se dá localmente, mas a conexão é global. É o link do amigo, do vizinho. É a dica. É o negócio entre duas empresas de 2 continentes diferentes. É a ajuda que teu primo te dá desde Madri por email. É a discussão que circula na lista pra visitar tal exposição, e o link pra exposição, que imprimem e colocam no mural da creche. Tudo isso é link. É a matéria que um blogueiro comenta e que te faz pensar. É a descoberta valiosa do desempregado que vai a um infocentro e se cadastra em um programa de governo que lhe dará um emprego. E foi o vizinho que disse. Deu a dica, o link. E aí, pouco a pouco, vamos descobrindo quais são nossos direitos, porque a informação é pública. E vamos percebendo quais são nossos deveres, porque quem está em volta sugere e a gente concorda. E é assim mesmo, meio caótico, desestruturado.”
Conectar-se, linkar-se e libertar-se não é perfeito?
Eu acho. E na minha caótica mente eu entendo direitinho a desestruturação do esquema e sou grata e feliz por ter a oportunidade de fazer parte dele. E quero fazer mais por ele. Meta.
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Espero não ter errado no que disse, porque foi isso que eu entendi.
Aliás, eu sou livre, se eu errei eu conserto. Ha-ha!
Visitem também o Comunix.
Honrei o comentário “Tipuri“? (Tomara!)
Ah, e LINKANIA é termo na Wikipédia.
Nunca nem tinha ouvido falar de modding antes de pisar no Campus Party, aliás, me senti tão “não-nerd” ali dentro que me arrisco a inaugurar uma categoria nova no mundo das tribos: os pseudo-nerds, pessoas que como eu AMAM computador mas não entendend P. NENHUMA dessa geringonça ou de outros brinquedinhos tecnológicos como palms.
Cheguei na tal palestra de Modding porque tirei fotos do Daniel Monteiro para o TattooParty (aliás, tenho que upar logo essas fotos) e ele me convidou e eu fiquei feliz com o convite e fui. Putz não me arrependo nem um pouco! O que ele faz chama AEROGRAFIA e fica lindo de morrer! E ele tem uma prática, fez inclusive numa folha de papel: PERFEITO!
Vou puxar o saco MESMO, porque o cara é bom!
Enfim, ele deu uma palestra completa sobre o que faz, passou umas dicas prá quem quer começar a fazer e o material certo. Eu tenho tudo anotadinho, mas deixei a porcaria do meu bloquinho lá embaixo e eu tenho medo dessa escada. Amanhã dou um update nessa parte, promessa!
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Minha intentona salarial começou hoje e começou bem - amanhã às 9h30 eu tenho uma entrevista prá Operadora de Telemarketing Bancário. Ok, terei que falar “sim senhor, estaremos enviando para análise” e vou querer morrer por falar errado, MAS eu sou pobre pobre pobre de marré-be-ci e preciso trabalhar logo ou vou acabar maluca, portanto me desejem boa sorte crianças!
Beijoca e até amanhã ![]()
Eu sei, 3 loooongos, enormes e insuportáveis dias sem postar quase me deixaram maluca.
Eu ainda vou falar muito do Campus Party, tenho posts ótimos prontos:
- um sobre Aerografia na parte de Modding com o tatuador Daniel Monteiro,
- um sobre o lançamento do filme “Nome Próprio” com a maravilhosa Leandra Leal baseado no livro da Clarah Averbuck
- e um sobre o bate papo com o Marcelo Estraviz, criador do termo Linkania e o Hernani Dimantas, do Marketing Hacker. Aliás, essa foi sem dúvida a melhor de todas as palestras do Campus Party.
Tomei algumas resoluções também e a primeira é: foda-se a discussão entre blogueiros e jornalistas. Como o Edney disse, são pessoas diferentes, são coisas diferentes, é tudo diferente, nem tem o que comparar e pronto, acabou. Agora entendo o que você falou Manoel. Não pretendo falar mais disso. Ponto final.
Agora, as aventuras do último dia de Campus Party.
Primeiro eu fiquei revoltada que meu “Bos” nem se despediu de mim - pudera, o coitadinho saiu correndo de lá.
Depois fui almoçar com meus mais novos amigos, aliás divertidíssimos sempre, o almoço foi mais de risadas que de conversa. Adorei!
E aí começa a desventura - como chegar na casa da minha tia onde estou hospedada na minha vinda para São Paulo?
Resposta: NÃO SEI!
Aí começa a minha odisséia!
Primeiro eu tomei “a senhora” chuva na Av. Paulista. Corri prá dentro de uma farmácia e comprei a Aspirina mais cara da minha vida: 4 reais por uma cartelinha, que tomei quase toda ali porque minha cabeça estava estourando! Uma hora de espera, algumas ligações e um xingamento contra meu celular sem crédito e finalmente consigo falar com alguém - preciso pegar 3, leiam bem, TRÊS metrôs prá chegar onde alguém pode ir me buscar. Ódio total, lá fui eu com a minha mala pesada me arrastando - nem lembro o caminho que eu fiz, só sei que cruzei São Paulo de metrô.
São Paulo é linda. É aqui que eu quero morar, que eu quero viver e que eu quero morrer, mas já bem velhinha por favor. É uma cidade impessoal, fria, suja, mas é tão linda.
Quando finalmente cheguei na Estação, ninguém ainda lá. Sentei e fiquei lendo o livro que da Clarah que comprei no Campus Party. Bateu soninho, quase dormi ali mesmo quando minha prima me chama - finalmente um rosto que conheço a mais de uma semana. Finalmente num “lar”, mesmo que não sendo meu. Finalmente um banho quente e gostoso e sem ninguém passando e me vendo. Finalmente uma cama quentinha.
Agora é procurar um emprego decente, juntar grana, entrar na faculdade no meio do ano, trabalhar, trabalhar e trabalhar. Agora sim eu estou vivendo de verdade, finalmente.
Bom e é isso, os posts dos próximos dias estão programadíssimos. Quero agradecer à todos, sem excessão, que fizeram dessa semana do Campus Party uma das melhores da minha vida, gostaria de agradecer à todo o carinho (ou não) que recebi lá e gostaria de informar que prá quem não foi que ano que vem tem mais. Ainda bem!
Ah e leiam ESSA reportagem. Muito boa.
Prometo colocar os links de todo mundo que conheci, prometo responder um meme que tá atrasadão, prometo publicar uma foto minha aqui, prometo nunca mais ficar sem postar… VOTE EM MIM!
Hahaha, piadinha infâme no final, acabei com meu post!
Beijocas. ![]()
Ainda não consegui achar o Lucas Pretti. Estou doida prá conversar com ele, de coração, eu adoro ser criticada e quero saber o que dá para eu fazer para melhorar o blog né?!
Ontem foi um dia BEM legal - adotei o que o Lucas Pretti me falou e sai do Online um pouco e fui para o Offline - virei a Mídia Viva!
Coloquei MUITOS links espalhados pelo corpo, tem uns aí já rolando no Flickr. Todo mundo que eu escrevi o link no corpo - entrem em contato comigo por favor para fazer a lista!
O mais engraçado de tudo foi que fiz tudo com caneta piloto… Teve uma hora que comecei a “derreter” e fiquei parecendo a Smurfete!
Fora isso, o resto do dia foi super tranquilo…
E Lucas Pretti, por favor, sai do aquário online e venha para a selva offline, aceita meu convite para um café!!!
Ahhh e a Maria Carolina também postou umas fotos no blog dela, o Voltei Para Ficar - muito obrigada pelo apoio e elogio!
EXTRA, EXTRA, acabei de dar uma entrevista para o Otávio Mesquita - quando será que vai ao ar?! Eu falei o endereço do blog, tomara que não editem!
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“Té” mais tarde