#1 - Esse mês acaba mais tarde. Um dia a mais prá quê?!
#2 - Metrô é fácil: siga o fluxo, siga o fluxo. Merda, errei.
#3 - Congestionamentos servem prá você ser paquerada. Deprimente.
#4 - O ônibus só enche quando eu estou nele.
#5 - Se não sei onde descer, perguntar para o cobrador. Não, melhor arriscar sozinha.
#6 - Se dormir fosse ruim os ursos não dormiriam tanto.
#7 - Quero virar uma tartaruga. Não marinha que essa vive pouco. Vou virar um jabuti.
#8 - Não fazer perguntas possívelmente frustrantes para as pessoas como: “você está grávida?” ou “essa é sua namorada?”.
#9 - Ovos de codorna são lisos e escorregadios. Muito lisos e muito escorregadios.
#10 - Miojo só precisa ferver por 3 minutos.
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Dá prá imaginar o dia que eu tive não é?! Ok. Isso explica a abstinência do post né?! Ok.
Preciso da minha cama, droga, lembrei que vou dormir no chão hoje…
Quando sentei a bunda a primeira vez na frente de um computador devia ter uns 09 anos e foi um saco para a “tia” da escola me tirar de lá. Foi fascínio por ele todo, por como eu apertava o botão e a letra aparecia na tela, por como eu mexia o mouse e ele mexia na tela e oh! Havia uma tela. Isso no ano de 1997. Mal sabia eu que tinha gente que vivia daquilo e pessoas que se conectavam com aquilo, mas eu era uma criança e dane-se, eu queria ver era aquilo funcionando! E haja genialidade infantil, que me falta agora, peguei uns papelões em casa e reproduzi um computador. Foi fascínio, já disse!
Decidi que queria viver daquilo. Em 2000/2001 eu já entrava em salas de bate-papo e começava a visitar blogs, procurava notícias e achava tudo mais fácil ali na máquina. Em 2003 fui fazer um curso técnico em informática, junto com o colegial, ênfase em Processamento de Dados, LINDO! Eu sabia como o computador funcionava, eu entendia o porquê do computador funcionar e ainda programava pro computador facilitar a minha vida… Fascínio!
E em 2003 eu criei um blog que eu não vou passar o endereço prá ninguém. Na época, a moda era o Blig, todo mundo tinha um blog no Blig e todo mundo tinha o endereço de todo mundo e fuçava na vida alheia descaradamente. Um ano depois veio o Orkut e facilitou muito para essas pessoas preocupadas em saber da vida das outras… E nesse mesmo ano em que eu já era totalmente familiarizada com o computador, eu fiquei abismada ao presenciar uma cena e, chocada, me emocionei: eu estava diante do futuro.
Foi assim: morava no litoral ainda e meu bairro é periferia total, bem pobrezinho, as pessoas são bem carentes, mas todo mundo (ou quase) se ajuda. Minha irmã era diretora da escola que tem aqui, escola estadual, sem verba. Veio uma verba do Governo Federal para a compra de 10 computadores para a escola, montando assim uma Sala Multimídia. E lá foi a minha irmã atrás de orçamento e tudo o mais, conseguiu os 10 computadores com a “verbinha” mandada e me chamou prá dar uma olhada na instalação.
Quando cheguei, tinha uma montueira de crianças na porta. Fui pedindo licença e tirando um e outro da minha frente e um molequinho, carequinha, bonitinho até, uns 11 anos: “Tia, que que é isso?!”
Ele nunca tinha visto um computador na vida. Não só ele, a maioria daquelas crianças. Sentar na frente de um computador, tocar no mouse e no teclado, clicar, conectar, chat, blog, nada disso significava nada prá ele, mas ele estava na frente de um computador. É o futuro!
Experiência parecida eu tive quando cumpri estágio (no ano de 2004) no INFOCOM, a Informática da Comunidade, que oferecia aulas gratuitas de informática com certificado para crianças da rede pública de ensino. O fascínio era instantâneo, não de todos, alguns já haviam frequentado Lan Houses e etc, mas a grande maioria nem dinheiro para isso tinha, então o primeiro contato foi ali.
Quando eu sentei a primeira vez na frente de um computador, mal imaginava que já haviam milhões de pessoas conectadas. Eu fiquei fascinada, mas muitas já haviam perdido o fascínio.
Por que eu estou falando tudo isso?
Porque assim como tinha esquecido muitos dos meus ideais com o blog, ideais pessoais que fique claro, tinha esquecido o fascínio que eu tenho pelas máquinas. Tinha esquecido como é lindo alguém que nunca sentou na frente de um computador, dia mais dia menos, criar um e-mail. Tinha esquecido como foi com a minha mãe, que com 61 anos de idade tinha um blog e adorava lista de discussões e mandava e-mails o dia todo e eu achava lindo a “minha velhinha” tão moderna e não dá prá não me emocionar lembrando disso.
Falei e contei tudo isso prá lembrar prá um monte de gente que estamos vivendo o futuro da minha mãe e estamos construindo o futuro dos nossos filhos. Somos cidadãos e hoje, mais do que nunca, estamos ligados, porque a internet proporciona isso. Falta educação dentro da internet, que não é só orkut nem só blogs, mas é muito mais. É VOZ.
Em 1984 acabou a Ditadura Militar no Brasil e com ela a censura. EU POSSO DIZER O QUE EU QUISER PORQUE EU ESTOU NUM PAÍS LIVRE. E tem beleza maior que essa, existe coisa mais linda que LIBERDADE?
Prá mim não.
E a internet está sendo a minha voz agora. É a voz do futuro e é a liberdade. Eu posso usar a internet prá mudar alguma coisa na vida das pessoas ou prá mudar na minha, mas eu uso a internet prá me informar e prá tentar mostrar para as pessoas como eu penso, o que eu sonho, o que eu quero e o que eu acho certo. Eu quero um mundo justo, eu quero liberdade, eu quero comunicação, quero estar em todos os cantos do globo ao mesmo tempo e dá prá fazer isso, porque eu estou conectada.
Campus Party me lembrou tudo isso também. A melhor palestra do Campus Party, que muitos ignoraram e eu não, que me lembrou do meu fascínio e no de muita gente.
Marcelo Estraviz e Hernani Dimantas. Criadores do conceito de Linkania, que é muito mais que isso tudo que eu falei. É a desterritorialização da cidadania, é a VOZ, a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, é pode falar, conectar e LINKAR.
Creio que LINKAR é o verbo do futuro. Do amanhã. Eu linko, tu linkas, ele linka, nós linkamos, vós linkais, eles linkam. É fugir dessa maldita regra gramatical e linkar. Não tem a ver com acessos, mas tem a ver com LIGAÇÃO. Linkar é ligar.
Como disse o Marcelo Estraviz:
“Então linkania é isso. É a cidadania sem cidades. É desterritorializado. A ação se dá localmente, mas a conexão é global. É o link do amigo, do vizinho. É a dica. É o negócio entre duas empresas de 2 continentes diferentes. É a ajuda que teu primo te dá desde Madri por email. É a discussão que circula na lista pra visitar tal exposição, e o link pra exposição, que imprimem e colocam no mural da creche. Tudo isso é link. É a matéria que um blogueiro comenta e que te faz pensar. É a descoberta valiosa do desempregado que vai a um infocentro e se cadastra em um programa de governo que lhe dará um emprego. E foi o vizinho que disse. Deu a dica, o link. E aí, pouco a pouco, vamos descobrindo quais são nossos direitos, porque a informação é pública. E vamos percebendo quais são nossos deveres, porque quem está em volta sugere e a gente concorda. E é assim mesmo, meio caótico, desestruturado.”
Conectar-se, linkar-se e libertar-se não é perfeito?
Eu acho. E na minha caótica mente eu entendo direitinho a desestruturação do esquema e sou grata e feliz por ter a oportunidade de fazer parte dele. E quero fazer mais por ele. Meta.
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Espero não ter errado no que disse, porque foi isso que eu entendi.
Aliás, eu sou livre, se eu errei eu conserto. Ha-ha!
Visitem também o Comunix.
Honrei o comentário “Tipuri“? (Tomara!)
Ah, e LINKANIA é termo na Wikipédia.
Vim passar uns dias com meu Pai, aproveitar que eu não tenho emprego mesmo.
A descida da serra foi feita em família - minha tia resolveu me trazer, o que é ótimo porque economizei o dinheiro da passagem (que eu já não tinha).
Ahhh e como é bom chegar em casa!
Meu quarto, minhas bagunças, minha cama. Opa. Tem uma cama em cima da minha cama!
- Pai, porque a beliche está montada no MEU quarto?!
- Ah, você não está mais aqui mesmo.
Mereço #1.
Jogo minhas coisas lá e deito no MEU travesseiro. Meu cheiro, o formato exato da minha cabeça, fofinho… Não existe coisa melhor que o meu travesseiro.
Curti ele um pouquinho e fui tomar banho. Ahhhh o chuveiro de casa, nem quente nem frio. Meu sabonete que eu esqueci aqui ainda está aqui. Cheiro boooommmm… Pega toalha, dá aquela enxugada basicona e… Vou de toalha pro quarto! Aiiii que delícia ir de toalha do banheiro pro quarto e não ter que me trocar no vapor!!!
Estou eu lá, secando meus dedinhos do pé, com a toalha na cabeça, semi vestida:
Toc, toc, toc.
- Vai logo aí Carol, vamos comer.
- Deixa eu me trocar em paz!
- Você termina isso mais tarde!
Dá prá imaginar o ponto de interrogação né?! Como eu vou terminar de me trocar mais tarde?!
Mereço #2.
Comidinha de casa é a melhor. Sentar na frente de casa, ventinho com cheiro de maresia. Fui até ali na esquina ver a praia… Cheiro de maresia é bom, mas nada aqui dura muito - meu computador teve probleminhas psicológicos desde que chegou por causa da maresia que corroe tudo…
Mesmo assim, ainda é pertinho da praia. Hehe.
Voltei, fui me preparando prá dormir, aí fui tomar água. Até então não tinha entrado na cozinha, quando entrei me deparei com um trambolho em cima da pia:
- Pai, que que é isso?!
- É o bebedouro que eu comprei.
- Você podia ter sido normal e ter um de barro, mas você pegou uma nave espacial e colocou na cozinha. Cadê a louça?!
- Tá na outra pia. Não pode molhar isso aí.
- Não acredito. Não acredito.
E fui dormir sem água mesmo.
Mereço #3.
Dormi, acordei, fui ver a praia. Linda. Já valeu a viagem toda!
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Hoje tenho milhares de coisas prá fazer, umas bem desagradáveis como passar no banco. Detesto entrar no banco, aquele ar condicionado mega forte que entope meu nariz na hora e aquelas pessoas que te tratam como um completo ignorante… Detesto banco!
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Beijoca ![]()
MInha Mãe era uma pessoa extraordinária e nunca vou me cansar de dizer isso. Só quem realmente conheceu a Dona Gina que sabe do que eu estou falando e sabe que estou certa.
Mamãe me ensinou a sempre ouvir pessoas mais inteligentes que eu e mais ignorantes também. Não importa quem é, o que é e de onde veio, todo mundo tem alguma coisa prá ensinar, mas eu tenho que estar disposta a aprender.
E eu aprendi. Re-aprendi, essa é a verdade. Não sei com vocês, mas comigo aconteceu de tentar seguir uma linha pro blog que não era a linha do blog. Tentei usar a “fórmula mágica” prá fazer um blog legal e com visitas e quem sabe com dinheiro… E é claro que não deu certo. Não é porque eu não soube fazer, mas porque eu não quis fazer direito, tinha preguiça, etc. Errei e errei feio e assumo que eu errei. Devia ter feito como no começo - escrever, fazer, usar, abusar do que eu sei fazer de melhor. Eu sei criticar, eu sei falar mal, eu sei elogiar e sei falar bem. Foi tudo isso que fez meu blog “crescer” e é tudo isso que eu quero fazer.
Não sou escritora, não sou jornalista, não sou blogueira. Eu sou eu.
No Campus Party eu aprendi muito. Muito mesmo. Claro que tem coisas que a gente nem associa na hora, mas acaba associando depois, quando chega aquele maldito momento de colocar tudo que aconteceu na balança. Confesso que costumo pular esse momento na minha vida, mas dessa vez não deu.
E o que eu aprendi lá?! Exatamente tudo que eu já sabia, que Mamãe me ensinou, mas que eu fingi que tinha esquecido.
Ganhei um mentor e talvez alguns admiradores, ganhei um autógrafo com conhaque e isso me valeu a festa toda. Ganhei amigos prá vida toda, ganhei inimigos também e eu adoro eles por não gostarem de mim. Ganhei o privilégio de estar com pessoas que amam o que fazem e o fazem por prazer. Ganhei o saber que vem com as pessoas, ganhei conceitos, princípios.
E ganhei muito mais, mas o resto é tudo meu. O que eu aprendi, não sei se consigo ensinar e nem quero, não tenho essa prepotência. Mas eu ganhei e muita gente ganhou, só que falta à eles se darem conta disso.
Queria agradecer mais uma vez à todos que estavam lá. Droga, não vou conseguir citar todo mundo… Mas eu vou fazer uma listinha, promessa, e vou tentar colocar o link de todo mundo aqui…
A maior lição que eu tirei de tudo que aconteceu?
As pessoas são diferentes e isso que as torna especiais.
E o que eu vou fazer de agora em diante?
Vou escrever, do meu jeito, sem fórmulas e quem gosta que ame e quem não gosta que odeie!
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Ok, estou num período muito “emático” da minha vida, me perdoem!!!
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Próximo post de FINDImundo City! Eba!
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Beijocas ![]()
Ainda sem emprego. Agora sem dinheiro também… Acabou, findaram-se meus 50 reais que eu economizei por duas semanas - tempo recorde. O que eu faço agora?
Peço penico pro meu pai né gente! Aproveitar que essa semana vou prá FINDImundo City, vou dar uma xavecada nele e vejo se arrumo mais 50 reais prá durarem duas semanas - é o milagre da multiplicação.
Por enquanto já pude concluir duas coisas à respeito da Capital:
1 - Siga o fluxo - ele não mente!
2 - Se alguém diz que “x” lugar é longe, acredite, é REALMENTE longe!
Fora essas desventuras e fora ter ficado duas horas em cada um dos quatro ônibus que peguei hoje, estou bem e estou feliz. Meus projetos vão de vento em polpa.
Amanhã vou ver meu pai. Saudade do velho viu… Coração na mão, apertando um monte, toda vez que falo com ele…
Bom, e chega de “emisse” agora, vai! Vamos falar sério!
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Como se faz Whisky?!
Cai nessa dúvida ontem. Não perguntem o “por quê”, são meus surtos e eles não tem explicação e se tem não são “acreditáveis” o suficiente!
Achei um site quase fofo que chama Whisky Land. Lá tem o Processo de Produção do Whisky em detalhes. Descobri que Whisky é maltado, destilado e envelhecido.
E fim.
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Tô devendo pro Vini um Meme, o Meme das 50 pila!
“Cite 5 coisas que você faria se ganhasse 50 mil reais sem esforço.”
Que fácil!
1) Colocaria tudo prá render num paraíso fiscal. O milagre da multiplicação, parte II.
2) Compraria coisinhas caras no shopping.
3) Viajaria prá algum lugar paradisíaco e firmaria residência lá, afinal meu dinheiro rende nas Bahamas.
4) Compraria um carro e nunca mais na vida eu andava de ônibus.
5) Como sou legal, doava 10% para a AACD, porque eu acho o trabalho deles bonito e qualquer grana ajuda. E outra, isso é bem bonito, afinal ganhei sem esforço!
Passo esse meme bacana prá Emily mesmo sabendo que ela não vai responder e pro Dread.
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E hoje não estou nada inspirada. Preciso dos 3 C - café, chocolate e colo. Saco…
Ah, pessoas que ainda não adicionei no blogroll, por favor, me lembrem, minha cabeça tá na China-na-na e eu nunca lembro de adicionar as pessoas! Sux!
E me sigam no twitter! @kakah
E dia 26 novidades do capitalismo aqui… Mmmmhuahauhauhauhuhauha!
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Nota Mental: “Parar de escrever o Manual das Mulheres nas conversas de MSN e passá-lo para o blog. Logo!”
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Beijoca ![]()